14 abril 2007

TATU AO VINHO

Desta vez um prato clássico, tradicional nas mesas de domingo. É o nosso tatu, aquele pedaço roliço de carne bovina que alguns chamam de lagarto. É uma carne saborosa, de preço acessível. E que tem muitas formas criativas de preparar. A nossa de hoje é fácil de fazer, mas ganha um sabor especial....

Ingredientes:

- Uma peça de tatu de uns 2kg
-1 garrafa de vinho tinto seco de boa qualidade
- Suco de laranja natural (não vale de caixinha), a mesma quantidade que o vinho
- 2 cebolas grandes
-3 tomates
- 2 dentes de alho
-1/2 pimentão vermelho
- 2 colheres de farinha de trigo
- Sal, pimenta do reino e ervas para temperar.
- Um pouco de óleo para fritar

Precisamos só de uma panela grande, na qual caiba a carne confortavelmente, sem ficar dobrada o apertada. Se a panela for de ferro, melhor ainda.

Primeiro aquecemos a panela com um pouco de óleo e fritamos o tatu por inteiro, de todos os lados, até ficar douradinho. Aí é a vez da cebola que vão para a panela picada. Mas não precisa se preocupar em picar muito miudinha, pode ser meio grosseira, pois ela vai desmanchar no cozimento. Os tomates também podem ser cortados graúdos e entram junto com a cebola. Hora de colocar o sal, a pimenta do reino e as ervas de seu gosto. Recomendo alecrim, orégano e manjericão, mas vai ao gosto de cada um.
Deixamos isso fritar um pouco e entramos com o vinho e o suco de laranja.
Num copinho diluímos as duas colheres de farinha de trigo em água, bem diluída e acrescentamos na panela, mexendo bem.


O tatu é uma carne um pouco dura, por isso precisa cozinhar lentamente. Vamos deixá-lo a panela por uma 2 horas e meia, em fogo baixo. De vez em quando damos uma mexida na panela, para ver se não há nada grudando no fundo. Se o molho diminuir muito é só colocar um pouco de água. Nesta receita a gente trabalha pouco, o fogo faz tudo pela gente.

Quando a carne estiver macia, é só servir. A minha dica é tirar a carne do molho e cortar em fatias. O molho eu recomendo reservar e servir com uma massa, a da sua preferência. Já pensou esta carne se desmanchando, acompanhada de um macarrão coberto por este molho de vinho e laranja? Imagina se for um queijinho ralado por cima.

17 março 2007

SORVETE COM CALDA DE MORANGOS

Sorvete
1 lata de leite condensado
2 latas de leite integral(use a medida da lata de leite condensado)
1 lata de creme de leite
4 ovos
8 colheres rasas de açúcar

Como fazer
Numa panela vai o leite e o leite condensado. Vai ao fogo baixo, e acrescente as 4 gemas, mexendo sempre, devagarinho, até começar a ferver. Mas não deixe ferver por muito tempo, é só levantar a fervura, senão vai talhar.
Deixe esfriar, coloque na geladeira e mexa de vez e em quando, para que não crie aquela nata por cima.
Quando estiver geladinho, vamos para a segunda parte.

Na batedeira isso bata as claras em neve. Quando ela estiver firme, acrescente aos poucos as 8 colheres de açúcar. Quando tivermos um merengue bem firme desligue a batedeira e acrescentamos a lata de creme de leite, com soro e tudo. Misture delicadamente com uma espátula.

Daí é misturar delicadamente os dois cremes. Misture com delicadeza, muita calma, para que fique bem incorporado, bem aerado. Daí direto para o freezer ou congelador.
Deixe lá de um dia para o outro. E está pronto.

Calda de morango
Uma bandejiha de morangos bem maduros
Metade do volume de morangos de açúcar
Um pauzinho de canela

Como fazer
Limpe bem os morangos, tirando as folinhas. Pique-os e leve-os a uma panela com o açúcar. Deixe cozinhar. O morango vai soltar sua água e fazer um molho. Deixe cozinhar até que fique bem vermelho.
Cada um escolhe o ponto da calda como desejar, pelo tempo de cozimento.
Se quiser uma calda mais líquida, com pedacinho de morango, cozinhe menos.
Se quiser uma calda mais espessa, quase uma geléia cozinhe mais, até que a água reduza bastante. Mas sempre em fogo baixo, com atenção para que não grude no fundo. Mexa de vez em quando.
Quando a calda estiver no ponto que você escolheu, deixe esfriar, e depois leve para a geladeira. Sirva sobre o sorvete.
O visual é maravilhoso e o gosto nem se fala...

SORVETE COM CALDA DE MORANGOS

Sorvete
1 lata de leite condensado
2 latas de leite integral(use a medida da lata de leite condensado)
1 lata de creme de leite
4 ovos
8 colheres rasas de açúcar

Como fazer
Numa panela vai o leite e o leite condensado. Vai ao fogo baixo, e acrescente as 4 gemas, mexendo sempre, devagarinho, até começar a ferver. Mas não deixe ferver por muito tempo, é só levantar a fervura, senão vai talhar.
Deixe esfriar, coloque na geladeira e mexa de vez e em quando, para que não crie aquela nata por cima.
Quando estiver geladinho, vamos para a segunda parte.

Na batedeira isso bata as claras em neve. Quando ela estiver firme, acrescente aos poucos as 8 colheres de açúcar. Quando tivermos um merengue bem firme desligue a batedeira e acrescentamos a lata de creme de leite, com soro e tudo. Misture delicadamente com uma espátula.

Daí é misturar delicadamente os dois cremes. Misture com delicadeza, muita calma, para que fique bem incorporado, bem aerado. Daí direto para o freezer ou congelador.
Deixe lá de um dia para o outro. E está pronto.

Calda de morango
Uma bandejiha de morangos bem maduros
Metade do volume de morangos de açúcar
Um pauzinho de canela

Como fazer
Limpe bem os morangos, tirando as folinhas. Pique-os e leve-os a uma panela com o açúcar. Deixe cozinhar. O morango vai soltar sua água e fazer um molho. Deixe cozinhar até que fique bem vermelho.
Cada um escolhe o ponto da calda como desejar, pelo tempo de cozimento.
Se quiser uma calda mais líquida, com pedacinho de morango, cozinhe menos.
Se quiser uma calda mais especa, quase uma geléia cozinhe mais, até que a água reduza bastante. Mas sempre em fogo baixo, com atenção para que não grude no fundo. Mexa de vez em quando.
Quando a calda estiver no ponto que você escolheu, deixe esfriar, e depois leve para a geladeira. Sirva sobre o sorvete.
O visual é maravilhoso e o gosto nem se fala...

09 março 2007

CAMARÃO NA MORANGA

Um dos truques para se comer bem em gastar muito é estar de olho nos mercados. Produtos da estação são sempre mais baratos e também mais frescos e gostosos. Por isto hoje vamos falar de camarão, já que ele está com preço muito bom nos mercados nos últimos dias. Para aproveitar esta onda vamos fazer uma prato clássico e que é um mistério para muita gente. Famos falar do CAMARÃO NA MORANGA, uma delícia que faz sucesso em qualquer ocasião. É considerado por muitos um prato chique, mas é, antes de tudo, um prato bem brasileiro.

Ingredientes

Uma moranga média
1kg de camarão sem casaca, de tamanho médio
2 tomates
1 cebola
2 dentes de alho
1 copo de requeijão
Para temperar: sal, pimenta, coentro e alfavaca e salsinha.
Um pouco de azeite


Primeiro cuidamos da moranga.
Abra uma tampa na sua parte de cima e retire cuidadosamente as sementes e o miolo, deixando apenas a polpa das paredes da moranga. Coloque numa panela grande e cubra com água com um pouco de sal. Deixe ferver por uns 5 minutos. A moranga não pode ficar mole, é apenas um pré-cozimento.
Retire-a da água e deixe escorrer com a boca para baixo.

Enquanto a moranga descansa, vamos ao camarão.
Nós vamos fazer um molho. Então refogamos a cebola picada e o alho, também picado. Acrescentamos os camarões bem lavados para que refoguem. Camarão não se cozinha por muito tempo, senão ele fica duro e “borrachento”. Entram, então os demais temperos, a seu gosto, e os tomates picados. Cozinhamos até que tenhamos um molho denso e apetitoso, não precisa ser muito aguado...

Voltamos à moranga. Com uma colher vamos revestir as paredes internas com o requeijão, mas deixe sobrar um pouquinho no copo. Depois transfira o camarão para dentro da moranga. Se ficou com muito molho, deixe parte do caldo de fora, sem problema. O importante é que a moranga não fique aguada por dentro, tem que prevalecer o camarão que deve ir até a boca da moranga. Feito isso, cubra o camarão com o requeijão que sobrou.

Agora pincele um pouco de azeite em toda a parte de fora da moranga.
E já para o forno. Uns 20 minutos, pelo menos. Até perceber que a moranga está macia por dentro.

Leve a moranga para a mesa e sirva-se do camarão com uma concha, raspando as bordas da moranga impregnada com o sabor do camarão e do requeijão.
Com este visual e com este sabor não vão faltar elogios.

02 março 2007

FRANGO DA TIA

Esta receita aprendi com uma tia. Ela adorava este prato que virou presença nas mesas domingueiras da minha família. Então para mim, ela tem um sabor especial.

Ingredientes

Um frango
Sal e ervas para tempero (orégano, pimenta, manjerona)
Meio vidro de maionese, aproximadamente
Uma xícara de farinha de rosca
Um pacotinho que queijo ralado
Opcional: duas colheres de sopa de sementes de gergelin.

Um detalhe: pode-se pegar um frango inteiro e cortá-lo em pedaços, mas também pode-se comprar pedaços, como sobrecoxa (inclusive sem ossos), coxinha da asa, e até o filé de peito. Depende do gosto e do orçamento.

Como é que faz?

Primeiro cortamos o frango em pedaços. Tempere um por um e deixe descansar um pouco para pegar bem o gosto. Numa travessa, misture a farinha e rosca e o queixo ralado e o gergelim, se você gosta. Em outra coloque a maionese.
Depois é só besuntar os pedaços de frango com maionese e passar na mistura de farinha e queixo. Deixe pegar bastante da nossa farofa, fazer uma crosta no frango. Deipois acomode os pedaços já empanados numa assadeira.
Eles vão ao forno pré-aquecido por uns 40 minutos, dependendo de cada forno.
O resultado é um frango crocante, com uma casquinha saborosa que retém bastante da umidade da carne, que fica suculenta e apetitosa. Ninguém vai poder reclamar.
Para acompanhar, uma boa saladinha, uma maionese de batatas, um arroz branco. Combina com tudo o Frango da Tia.

16 fevereiro 2007

ROCAMBOLE DE CARNE

Esse é daqueles pratos que dão efeito na mesa. É bonito, saboroso, não é muito difícil de fazer e, como todas as nossas receitas aqui, não custa muito. Rocambole de carne é sucesso na certa.

Ingredientes

1kg de carne moída (prefira patinho, ou outra carne com pouca gordura)
1 cebola ralada (pode ser pequena a cebola, se for o caso use ½ cebola grande)
2 dentes de alho
Uma pitada de canela em pó
2 colheres de salsinha picada
1 colher de mostarda
Uma cenoura grande
Três ovos
Sal e pimenta do reino a gosto

Para fazer é bem fácil. Numa tigela colocamos a carne moída, com o sal, a pimenta a salsinha, a canela, a cebola ralada bem miudinha, assim como o alho. Quebra-se sobre a mistura de carne e temperos um ovo cru, e adciona-se a mostarda. Agora é mão na massa. Com as duas mãos trabalhamos esta mistura até que fique bem lisa e uniforme. A função do ovo é dar uma “liga” entre os ingredientes.

Deixe a massa do nosso rocambole descansar para que os sabores se misturem bem. Enquanto isso cozinhe os dois ovos que sobraram até que fiquem duros e dê uma aferventada na cenoura (não precisa cozinhar muito). Dá para usar a mesma água para cozinhar os ovos e a cenoura.

Então vamos montar o rocambole. Numa assadeira moldamos a massa de carne como um grande cilindro de uns 10 cm de largura. Acomodamos dentro da massa a cenoura e os ovos cozidos, ao comprido, no sentido longitudinal.

Aí o rocambole vai para o forno, que já deve estar quente. No início cubra a forma com um papel alumínio. Deixe no forno por uns 30 minutos e retire o papel alumínio. Mais uns 15 minutos de forno e nosso rocambole está pronto.

Atenção para dois detalhes: cada forno tem uma temperatura. Então os tempos não são exatos. E o segundo detalhe: não deixe que o rocambole fique muito seco, cuide para que a carne não fique crua, mas que também não perca a suculência.

Agora é cortar o rocambole em fatias. Aí teremos a parte mais bonita: as fatias trazem o colorido do ovo ou da cenoura envoltos na carne. Coisa de fotografia. E o sabor nem se fala!

Esse rocambole pode ser servido frio ou quente. E pode compor vários cardápios, ou mesmo ser servido apenas como aperitivo. Mas que aperitivo!

10 fevereiro 2007

ARROZ ENFEITADO

Tem dias em que a gente abre a geladeira e só vê arroz. Foi só o que sobrou do almoço. Mas sem muito trabalho dá para transformar um pouquinho de arroz já cozido numa refeição bem apetitosa e muito nutritiva.

Ingredientes para duas pessoas

Duas xícaras de arroz já cozido (pode até estar frio)
Uma cebola média
Uma abobrinha
Uma cenoura
Meia xícara de ervilhas
Um pedacinho de pimentão vermelho
Um ovo
Sal e pimenta do reino a gosto


Até quem não tem muita prática na cozinha vai saber fazer.
Primeiro picamos a cebola e a abobrinha em cubinhos bem pequenos. Não é preciso descascar a abobrinha, apenas lavar bem. Sua casca, além de ser cheia de nutrientes vai dar uma cor bonita ao nosso arroz. A cenoura também vai bem picadinha, mas descasque antes. Procure deixar os pedaços dos dois legumes mais ou menos do mesmo tamanho. O pimentão vai no mesmo jeito, picadinho.

Numa panela colocamos a manteiga (pode até ser margarina) e em seguida, assim que ela estiver derretida, entramos com a cebola, a cenoura, a abobrinha, o pimentão e as ervilhas. Pode ser ervilha de lata, mas eu recomendo aquelas de pacote, congeladas e pré-cozidas que são mais bonitas e saborosas. (Dá para comprar um pacote maior e manter no congelador, e ir usando aos poucos).

Deixe os legumes amolecerem um pouco, refogarem. Tempere com o sal e a pimenta. Mas não deixe que fiquem muito moles, é bom que fiquem um pouco crocantes.

Agora misture o arroz, deixe ele esquentar. Quando ele estiver bem quente quebre o ovo sobre o arroz e misture rapidamente para que o ovo cozinhe com o calor do arroz e “ligue” a nossa mistura.

Está pronto. Fácil, né? Há outras variações possíveis para este arroz. Brócolis picadinhos vai vem, vagem dá um toque interessante, cubinhos de abóbora ficam gostosos. Passas de uva dão um toque fino ao prato.

Só o arroz e o monte de nutrientes destes legumes já vale uma refeição. Mas este prato pode ser o acompanhamento de carnes, aves e peixes. É mais uma solução barata, deliciosa e de alto valor nutricional.

07 fevereiro 2007

ESPAGUETE A BOLONHESA

Sabe aquele macarrão com carne moída? Ele pode ser incrementado com alguns cuidados e poucos ingredientes e virar um autêntico Espaguete a Bolonhesa um prato tradicional da região da Bolonha, na Itlália.

Vamos ver os ingredientes:

Para 4 pessoas:

1 pacote de espaguete (500g)
½ quilo de carne moída (patinho, músculo, coxão mole)
! cebola
3 tomates médios
2 dentes de alho
1 cenoura (de média para grande)
Um cálice de vinho branco seco (opcional)
Manjericão a gosto (o fresco é sempre nelhor)
Sal e pimenta a gosto
Um pacotinho de 150g de queijo parmesão ralado


Primeiro trataremos da massa. Uma panela com uns três litros de água é suficiente para cozinhar a massa. Se a panela for pequena e a massa ficar apertada ela pode grudar. A medida de sal é 10 gramas por litro. Na prática isso que dizer mais ou menos uma colherinha de sobremesa de sal para cada litro. Coloque o sal com a água ainda fria e coloque para ferver. A massa só entra quando a água já estiver fervendo. O tempo de cozimento varia conforme o fabricante, consulte o pacote. Mas o ponto da massa deve ser “al dente”. O que significa isso? É a maneira com que os italianos dizem que a massa precisa ser mordida para se quebrar. O miolinho do fio fica um pouquinho firme. É a melhor textura para o macarrão!

Enquanto a massa cozinha vamos ao molho.
Numa panela aqueça um pouco de azeite e coloque a cebola cortada bem miudinha, corte com bastante capricho para que ela desapareça no molho. A cebola só precisa amolecer no azeite, uma refogada rápida. Daí entramos com a cenoura ralada. Descasque a cenoura e passe no ralador fino e coloque para refogar junto com a cebola. Quando a cebola e a cenoura estiverem levemente cozidos entramos com a carne moída e mexemos bem, misturamos a carne a cebola e a cenoura. Vamos mexendo de vez em quando até que a carne refogue e fique levemente dourada.

Mas para que a cenoura? Que novidade é essa? A função da cenoura, além de dar um sabor bem leve e agregar mais nutrientes, é dar uma textura especial ao molho, que não vai ficar ralo. A cenoura praticamente vai desaparecer com o cozimento, mas vai deixar o molho mais grosso, com um visual mais apetitoso. E o sabor, nem se fala...

Quando a carne estiver douradinha é hora do vinho. Regue a carne com um cálice de vinho branco seco (na cozinha sempre usamos vinho seco, porque ele não é doce). Mas que come não vai ficar bêbado? Não, pois o álcool do vinho vai evaporar com o calor do cozimento, deixando apenas o seu sabor no molho.
Feito isso, chegou a hora dos tomates. Bem picadinhos e sem sementes eles devem ser misturados aos outros ingredientes na panela. Daí é colocar sal e pimenta a gosto, e o manjericão à vontade, para arrematar o perfume do nosso prato.

Quando a massa estiver no ponto escorra num escorredor, mas não jogue água fria. Tem gente que faz isso, mas daí há grande risco de empapar a massa, além de encher ela com o gosto do cloro da água da torneira. Deixe ela quentinha.

Coloque a massa numa travessa e antes do molho polvilhe ela com um pouco do queijo parmesão e mexa. O queijo vai ficar grudadinho na massa e vai facilitar a absorção do molho. Depois é só jogar o molho por cima e polvilhar o resto do queijo.
Só de pensar já dá fome não é?

29 janeiro 2007

OVOS NEVADOS

É uma sobremesa deliciosa, muito leve. É bem adequada para servir depois das refeições mais pesadas com carnes, por exemplo. São poucos os ingredientes e não é difícil de fazer.

Ingredientes

1 litro de leite integral
6 ovos
12 colheres de açúcar
3 gotas de essência de baunilha

Não é difícil fazer
Só precisaremos de uma batedeira.
Primeiro separe as gemas das claras do ovo. Na batedeira bateremos as claras acrescentando aos poucos a metade do açúcar (seis colheres). Batemos até que fiquem em neve em ponto de suspiro ou merengue (chame como quiser!).

Numa panela ampla colocamos o leite para ferver. Quando estiver fervendo vamos colocando colheradas da merengada para que cozinhe no leite. As porções de claras vão inchar um pouco e ficar muito lever. Retire uma por uma do leite com uma espumadeira e reserve numa tigela grande, onde caibam as claras já cozidas e o leite, que ainda vai receber um preparo.

Cozidas as claras, vamos dar um trato nas gemas: Na batedeira coloque as seis gemas e bata acrescentando aos poucos as seis colheres de açúcar que sobraram. Bata até que fique em ponto de gemada, com o açúcar bem diluído e a mistura lisa e homogênea.

Baixe o fogo do leite e acrescente aos poucos o creme de gemas. Deixe cozinhar um pouco e acrescente a essência de baunilha.
O resultado é um creme bastante líquido, levemente engrossado.

Despeje o creme na tigela onde as claras nos aguardam. As claras vão ficar boiando na superfície do creme (por isso também este doce é chamado de Espuma do Mar). Leve para a geladeira para servir bem gelado. Ao servir coloque os pedaços de claras e um pouco do creme.

O efeito é incrível. Tão leve e gostoso que como dizem alguns, “é de comer rezando”.

17 janeiro 2007

PEIXE ASSADO COM LEGUMES

É verão! O calor pede comidas leves e nutritivas, que saciem a fome sem deixar aquela sensação pesada. Então nada melhor do que um bom peixe, e melhor ainda se ele for assado. Nada de frituras. E melhro ainda se ele vier acompanhado por legumes que são ricos em vitaminas e sais minerais, tão importantes para a saúde nestes dias quentes.

Vamos ver os ingredientes:

- Dois filés de peixe firme. De preferência peixe de carne firme, como o cação, o namorado, o dourado, o robalo ou a abrótea.
- Duas cenouras grandes
- Um maço de brócolis
- Duas cebolas
- Pimentões verde, vermelho e amarelo
- Três batatas não muito pequenas.
- Uma abobrinha
- Meia couve-flor
- Bastante salsinha
- Galhinhos de alecrim
- Um copo de azeite de oliva (ou manteiga derretida)
- Sal e pimenta a gosto.
- Suco de um limão

Vamos ver como é que se faz.

Primeiro damos uma rápida temperada no peixe com um pouco do suco de limão, sal e pimenta. Deixamos ele descansar enquanto preparamos os legumes.

As cenouras são descascadas e costadas em rodelas finas.
Do maço de brócolis separamos apenas as flores, sem as folhas nem os talos.
Com a couve-flor fazemos a mesma coisa..
As cebolas são cortada em rodelas não muito finas.
A abobrinha não precisa ser descascada, apenas lave bem e corte também em rodelas.
Dos pimentões tiramos o miolo, toda parte branca que dá o sabor forte demais, e cortamos a poupa também em rodelas.
As batatas depois de descascadas são cortadas também em rodelas.
A salsinha é picada e a alecrim espedaçado.

Bem agora é montar o prato.
Usaremos uma travessa refratária, de preferência um pouco funda. Se for transparente, melhor ainda, pois vai realçar o colorido do prato na hora de servir.

Untamos a travessa e começamos com uma camada de batatas espalhadas sobre o fundo. Em seguida uma camada de peixe que pode ser o filé inteiro ou cortado em grandes quadrados. Depois espalhamos uma camada de legumes (pimentão, abobrinha, cebola, brócolis, couve flor, cenoura). Depois mais uma camada de batatas, mais peixe e mais legumes.
Espalhe o sal , a pimenta, o alecrim e a salsinha após cada camada, para temperar por igual.
Por fim espalhe o azeite generosamente sobre o prato montado.

Daí é só levar ao forno por uns 40 minutos. Cubra com papel alumínio, mas retire-o dez minutos antes de tirar o prato do forno.
Os legumes e o peixe vão cozinhar no próprio suco. Não vão ficar desmanchando, devem ficar crocantes, realçando seu sabor.
É uma refeição completa, mnas se desejar um acompanhamento, o velho e bom arroz será uma boa companhia.

Quem quiser sofisticar um pouco o prato pode enriquecê-lo com azeitonas pretas.

ERVILHAS COM OVOS POUCHÊ

Prometi à nossa ouvinte Rosana, que nos perguntou sobre ovos feitos na água esta receita. Confesso que é uma das minhas prediletas, daquelas a que eu recorro seguidamente quando quero um jantarzinho leve e rápido em casa. E também é muito econômica e nutritiva. É uma receita que não leva carne que agrada até os vegetarianos que admitem ovo na sua dieta.
Mas além de prático, econômico, leve e nutritivo o prato é muito gostoso.

Ingredientes para fazer para duas pessoas

- 2 latas de ervilhas (ou dois copos de ervilhas congeladas e pré-cozidas, que são bem mais saborosas)
- 4 ovos
- 1 cebola grande
- 2 tomates
- 3 colheres de pouca de tomate
- 2 colheres de chá de mostarda
- um punhado de queijo ralado
- Sal e pimenta do reino a gosto
- um pouco de óleo ou azeite

Como fazer
Corte a cebola em rodelas não muito finas, num ponto em que ela não desmanche. Numa frigideira que tenha tampa refogue a cebola até que ela murche (não precisa dourar!). Em seguida coloque as ervilhas sem a água. Entre então com os tomates bem picadinhos, de preferência sem pele, e com a polpa de tomate. Tempere com sal e pimenta a gosto.
Tampe a frigideira e deixe fazer um molho. Quando o tomate estiver quase desmanchando e o molho estiver cobrindo levemente as ervilhas abra 4 espaços, como se fosse buracos e quebre os ovos cuidadosamente nestes espaços, cuidando para que não quebre a gema. Ponha uma pitada de sal sobre cada ovo e polvilhe queijo ralado sobre tudo e feche a panela, para que o bafo cozinhe os ovos.
Daí é só deixar os ovos chegarem no ponto que você gosta – gema mais mole ou mais dura. (Eu prefiro mole, quase crua) – e partir para a comilança.

Vai muito bem com arroz. Se tiver uma batatinha frita junto, fica um luxo.
Mas quem preferir saborear as ervilhas e os ovos só com um pão bem fresquinho não vai se arrepender.

COSTELINHAS DA VIRADA

Uma receita fácil. Muito gostosa e de preço bem acessível. Para quem segue a tradição de comer carne suína na virada do ano. Não é preciso gastar com o lombo, o pernil ou o presunto. Costelinhas de porco, que são muito mais baratas, podem ser a sensação de seu jantar de ano novo. Elas podem ser servidas quentes ou frias ou mesmo só de aperitivo.

Ingredientes:

Para o tempero, que chamamos neste caso de “Vinhad’alho”:

Meia garrafa de vinho branco seco (não pode ser vinho doce).
Dois copos de suco de laranja natural (não vale suco de caixinha)
Seis dentes de alho grandes
Raminhos de alecrin
Pimenta do reino em grãos
Orégano
Sálvia
Sal a gosto

E a carne:

Uns dois quilos de costelinhas de porco frescas (não é a costelinha defumada nem a salgada). Prefira aquelas que já vêm cortadas em mantas de uns cinco ou seis centímetros de largura.


Como fazer:

Primeiro coloque todos os ingredientes do vinhad’alho numa tigela grande ou mesmo numa bacia. O alho pode ser apenas amassado, não precisa nem tirar a casca.
Depois cortamos cuidadosamente as costelas entre os osos, fazendo com que cada pedaço seja um ossinho envolvido por carne.

Coloca-se os pedaços de costela mergulhados no tempero e deixa-se lá por pelo menos 12 horas. O ideal é fazer de um dia para o outro. A carne vai ficar mais macia e vai absorver mais o sabor do tempero.

Depois é só fritar as costelinhas. De preferência numa panela ou frigideira de ferro, mas também pode ser numa frigideira comum, dessas com anti-aderente que todo mundo tem.

Deixe a panela ficar bem quente e vá colocando as costelinhas sem encher a panela, deixando espaço para virá-las por todos os lados. A medida que a carne vai cozinhando o excesso de gordura vai derretendo. Vá tirando este excesso com uma colher. A gente quer que as costelinhas fiquem bem sequinhas. Quando elas estiverem bem douradas, com a carne macia quase soltando do osso elas estão prontas. Tire da panela e coloque mais costelhinhas e repita a operação, sempre tirando a gordurinha derretida da panela.
O resultado são costelinhas muito macias. Dá para comer com os dedos segurando os assinhos. A carne vai se soltar quando for mordida. Uma delícia.

Para acompanhar sugiro a velha e boa lentilha, que traz sorte e dinheiro para o ano novo. Uma farofinha faz um belo par com a costelinha. Legumes cozidos e frutas da estação também compõem muito bem com nosso prato.

Uma dica: se vocês tiver legumes cozidos (cenouras, brócolis, batatas, abobrinhas e mesmo cebolas), antes de servir dê uma passadinha neles no fundinho da panela em que você fritou as costelas. Dê uma leve molhadinha neles com algumas colheradas do vinhad’alho das costelas. O resultado vocês imaginam....

SALPICÃO DE NATAL

Ingredientes

2 xícaras de frango cozido e desfiado (sem pele)
5 folhas de alface
1 maçã
4 talos de salsão
1 tomate
1 cebola
1 cenoura grande
1 xícara de batata palha
½ pimentão vermelho
1 xícara de maionese (pode ser light ou feita em casa)
Um punhado de passas de uvas (pretas e brancas)
Um punhado de queijo ralado



Como fazer

É um prato que não precisa ser cozido.

Numa tigela grande coloque o alface cortado em tirinhas finas.
Entre com a cenoura ralada grossa.
Adicione o salsão cortado bem fininho,.
O tomate também vai em tiras, mas sem as sementes.
A cebola deve pode ser picada ou também cortada em tiras fininhas, mas deve receber uma breve fervura, ou mesmo um simples enxágüe com água fervente, para perder o seu ardor.
No mesmo formato vai o pimentão, que vai dar um toque colorido e seu sabor inconfundível.

O frango desfiado entra a qualquer momento na mistura.

A maçã deve ser ralada grossa, com casca e tudo.

A uva passa já pode entrar, junto com o queijo ralado.

A maionese vai ligar tudo. Coloque aos poucos e vá mexendo com cuidado para que todos os ingredientes fiquem bem misturados e “unidos” pela maionese.

A batata palha entra por último. Alguns preferem adicioná-la só na hora de servir, para que ela não amoleça e permaneça crocante.

No final coloque um pouco de sal, lembrando que o frango, o queijo e a maionese já são salgados.

Detalhes interessantes
Ralar a cenoura por último e logo adicionar a maioneses para que ela não fique preta.

Pode-se fazer variação, adicionar outros ingredientes como presunto picado, salsinha picada, pimenta do reino, um pouco de curry.

Um toque de azeite de oliva antes da maioneses é uma excelente idéia.

A característica do prato é ter sabores fortes e contraditórios. O salsão é quase doce, como a maçã, mas a cebola e o pimentão são mais ácidos. O resultado é uma mistura de sabores equilibrada que enche a boca de sensações diferentes...

Para impressionar, vale servir o salpicão dentro de um pão italiano (aqueles redondos) em que se tenha feito uma tampo e retirado o miolo. Depois do salpicão dá para comer o pão, que terá absorvido os sabores do salpicão.

É um prato muito nutritivo, cheio de vitaminas.

Vegetarianos podem suprimir o frango. Naturalistas podem trocar a maionese por iogurte natural.


O prato pode ser usado como entrada junto com pão. Pode ser um acompanhamento de carnes e aves. E pode ser comido sozinho....

ARROZ DE FORNO ESPECIAL

Sabe aquele peru, aquele chester ou mesmo o frango assado que vai sobrar da ceia de natal? Não deixe ele esquecido na geladeira. Com ele dá para fazer um pequeno banquete, acrescentando apenas uns ingredientes a mais.

Ingredientes:
Ave desfiada em boa quantidade
4 xícaras de arroz cozido
1 cebola
3 tomates
1 lata de ervilhas
2 ovos cozidos
1 cenoura (opcional)
150g de queijo mussarela em fatias
1 pacotinho de queijo ralado
Óleo para refogar

É fácil fazer. Primeiro cozinhe o arroz como de hábito.
Enquanto o arroz cozinha, desfie a ave.
Numa panela aqueça um pouco de olho e doure a cebola picadinha (não precisa ser miudinha). Acrescente a ave desfiada e deixe dourar também. Os dois tomates vêm em seguida, picadinhos (Na receia falamos de 3 tomates, reserve um para a decoração). Deixe isso refogar um pouco e entre com as ervilhas e a cenoura picada.
Ajuste o sal e acrescente tempero de seu gosto. Manjerona e pimenta do reino sempre vão bem com aves...
Deixe cozinhas, mas não deixe secar muito, é bom termos um caldinho nesse refogado.

Com o arroz e o refogado prontos é só montar o prato.

Pegue uma travessa refratária e unte com um pouco de óleo ou manteiga.

Faça uma primeira camada com arroz, só o suficiente para cobrir o fundo, não mais do que um dedo de arroz. Cubra esta camada com uma do nosso refogado e logo a sseguir uma camada de mussarela. Repita esta operação pelo menos três vezes, ou até que acabe o arroz e o refogado.

A última camada deve ser de arroz. Daí enfeite com rodelas de tomate e com os ovos cozidos. Espalhe queijo ralado por cima e leve ao forno para gratinar.
Quando o queijo ralado estiver bem douradinho, formando uma crostinha crocante sobre o arroz está pronto e é só servir. A galera vai aplaudir o autor do arroz de forno especial, que é delicioso!

OMELETES

Como diz o ditado, para fazer omelete tem que quebrar os ovos. Uma boa medida são dois para um omelete para uma pessoa. Evite omeletes muito grandes, pois você vai ter dificuldades na hora de fritá-lo. Até 4 ovos fica bem, depois começarão a aparecer problemas...
Coloque os ovos em uma tigela e adicione uma colher de leite. Uma pitada de sal e algumas ervas. Recomendo o orégano, a manjerona, o manjericão e, para quem gosta, uma pitada de pimenta do reino. Bata ligeiramente. A função do leite é amaciar a omelete, fazer com que no final ela fique mais fofinha, com uma textura bonita e gostosa.
Já temos a base da omelete. A mais simples das ometeles estaria pronta para ir à frigideira. Mas é aqui que você pode deixar a criatividade voar. Enriqueça sua omelete como você imaginar.

Algumas idéias:

Queijos: pode ser um punhado de queijo ralado ou tirinhas do queixo comprado em fatias. Só cuide para não colocar pedaços grandes de queijo para não ficarem como chicletes no meio do ovo. O ideal é que o queijo derretidinho se confunda com o ovo. Um alerta: os queijos são salgados, por isso você vai ter que reduzir um pouco o sal colocado no ovo.

Frios: Presunto, mortadela, salames, salsichas. Qualquer um deles vai deixar seu omelete mais gostoso. Corte bem miudinho para que fique bem homogêneo.

Sobras de carne: Sabe aquele bife que sobrou do almoço, aquele pedaço de carne cozida ou assada, aquele pedaço de galinha. Qualquer um deles, bem picadinho ou desfiado vai dar um toque especial na omelete.

Legumes: cenoura ralada, cubinhos de tomate, cogumelos, ervilhas, milho. Tudo dá um toque especial. Para quem gosta, vale até um pouco de cebola bem picadinha.

Ervas frescas: Salsinha picada, cebolinha, manjericão e as ervas que você gosta. Elas vão dar sabor e perfume, além de colorirem a omelete.

Os ingredientes que você escolheu devem ser colocados na tigela e batidos com os ovos.

Aí vem a fritura. Use uma frigideira de uns 20 ou 25 centímetros de diâmetro, de preferência destas com anti-aderente. Espalhe um pouco de mateiga ou azeite por todo o fundo, de deixar excesso, é só para não grudar. Deixe a frigideira esquentar bem e derrame os ovos batidos e tudo o que estiver na tigela. Quando sentir que ovo fez uma casquinha, baixe o fogo e deixe a fritura lenta. Daí é só ir achando o ponto do ovo. Há quem goste do omelete bem passado, sequinho. Há que goste dele mais molhadinho.
Se você gosta mas sequinho, vire a omelete com ajuda de uma espátula, para que ele frite por igual dos dois lados. Quem gosta dele molhadinho deve usar a espátula só para dobrar o omelete, fazendo uma meia lua. O miolo vai ficar bem úmido e suculento.

Quanto às frigideiras, há hoje o que chamam de omeleteiras, que na verdade são duas frigideiras coladas, uma de boca para outra. Elas facilitam a tarefa de virar a omelete, mas não são indispensáveis...

Está pronta a omelete. Vai bem com um pãozinho, com arroz, com uma salada, ou mesmo só ele. Há quem adicione um molho de maionese ou ketchup.

Fizemos, assim, um banquete com ovos.